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Coletivos feministas em contextos educacionais: intersecção entre gênero e sexualidades

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2022-06-30
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Universidad Pablo de Olavide
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No ano de 2016, no Brasil, aconteceram ocupações escolares e em universidades de todo o país, escolas de ensino básico, institutos federais e universidades foram ocupadas por estudantes, que dentre as várias pautas, se posicionavam contrários a PEC 241, que congelava os financiamentos públicos com saúde e educação por 20 anos. Nessas ocupações questões sobre gênero, raça e sexualidades foram discutidas, proporcionando a construção de redes e grupos que após as ocupações continuaram suas articulações, dando corpo a criação de coletivos dentro dos espaços educacionais, destacando aqui os coletivos feministas. O objetivo então desse artigo é trazer dados etnográficos coletados nos anos de 2017 e 2018 que acessam as narrativas e experiências que estavam sendo construídas dentro desses espaços de reivindicações, enfatizando a relação entre contextos educacionais, gênero e sexualidades. As análises e reflexões desencadeadas em campo sinalizam que existem momentos em que acontecimentos cotidianos disparam reações e mobilizações do(a)s estudantes, provocando debates e enfrentamentos diante de pessoas e instituições. Além disso, pontuamos os diálogos entre as ativistas dos coletivos feministas educacionais com os movimentos feministas historicamente organizados e uma forte ligação com as redes sociais virtuais e os movimentos à nível nacional. Nesse campo, as relações de gênero e sexualidades estão em constantes aproximações, em alguns momentos provocando importantes articulações, e em outros negociações tensionadas. Possibilitando a construção de práticas de resistência diante de situações de desigualdades ou injustiças sociais, mas também reproduzindo e normatizando convenções sociais e discursos hegemônicos.
In 2016, in Brazil, there were school occupations and in universities across the country, primary schools, Federal Institutes and Universities were occupied by students, who among the various agendas, were against PEC 241, which froze funding with health and education for 20 years. In these occupations issues about gender, race and sexualities were discussed, providing the construction of networks and groups that after the occupations continued their articulations, embodying the creation of collectives within educational spaces, highlighting here the feminist collectives. The objective of this article is to bring ethnographic data collected in the years 2017 and 2018 that access the narratives and experiences that were being built within these spaces of claims, emphasizing the relationship between educational contexts, gender and sexualities. The analyzes and reflections triggered in the field indicate that there are times when everyday events trigger reactions and mobilizations from students, provoking debates and confrontations in front of people and institutions. In addition, we highlight the dialogues between activists from educational feminist collectives with organized feminist movements, such as the March of Women, and a strong connection with virtual social networks and movements at the national level. In this field, gender relations and sexualities are in constant approximation, at times causing important articulations, and at other times tense negotiations. Enabling the construction of resistance practices in situations of inequalities or social injustices, but also reproducing and normalizing social conventions and hegemonic discourses.
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RELIES: Revista del Laboratorio Iberoamericano para el Estudio Sociohistórico de las Sexualidades, ISSN-e 2659-8620, Nº. 7, 2022 (Ejemplar dedicado a: Sexualidades y educación: experiencias, desafíos y disidencias), págs. 65-76
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