O Barroco na América Portuguesa: novos olhares.

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    O Barroco na América Portuguesa: novos olhares [libro completo].
    (2019) Oliveira, Carla Mary S. (ed.); Cabral Honor, André (ed.)
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    Apresentação.
    (2019) Oliveira, Carla Mary S.; Cabral Honor, André
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    Iconografia Franciscana e Alegoria Barroca nas Capitanias do Norte da América Portuguesa (Século XVIII).
    (2019) Oliveira, Carla Mary S.
    É possível abordar a iconografi a franciscana nas Capitanias do Norte da América portuguesa sob o prisma dos valores simbólicos da cultura em que ela está ancorada e à qual seus artistas pertenciam: não se pode compreendê-la apenas pelo viés estético, já que surgiu totalmente imbricada ao contexto vivido não só pelos artífi ces que a produziram no chamado longo século XVIII, mas também por seus encomendantes e por seu público. A imagem é polissêmica e traz ao observador um determinado discurso permitindo, por entre a névoa que recobre seu passado, o vislumbre daquilo que seu autor ou o contratante queriam ou não registrar. Nesse sentido, as imagens e monumentos franciscanos, como qualquer documento histórico, trazem informações fi ltradas por seus produtores, no caso utilizando uma linguagem visual simbólica e também alegórica, típica do Barroco. A escolha de personagens postos a decorar forros, painéis e outras pinturas dos conventos fazia parte de uma cultura histórica e teleológica praticada pelos frades e utilizava-se de matrizes externas ao Novo Mundo para engendrar as representações e inculcá-las, como um catecismo visual, aos gentios, fi éis em geral e aos membros da própria ordem. Este capítulo discute a relação centro/ periferia na produção artística franciscana do litoral entre o Recôncavo baiano e a Paraíba no século XVIII, incluindo a cultura histórica envolvida em sua elaboração.
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    O Ressurgimento do Profeta Elias: a Pintura Setecentista da Nave da Basílica do Carmo em Recife, Pernambuco.
    (2019) Cabral Honor, André
    A pintura setecentista do teto da nave principal da Basílica de Nossa Senhora do Carmo na cidade do Recife, Pernambuco, possui uma representação de falsa arquitetura com sete passagens hagiográfi cas sobre a vida do profeta Elias, considerado fundador da Ordem de Nossa Senhora do Carmo. O presente trabalho busca analisar essa iconografi a por meio de uma perspectiva iconológica que procura não apenas desvendar a matriz iconográfi ca das passagens da hagiografi a eliana, mas também entender as possíveis motivações que levaram os frades da estrita Observância a essa escolha temática.
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    A hagiografia de Santa Teresa de Ávila no arcaz do convento dos carmelitas descalços em Salvador (Bahia, Brasil).
    (2019) Bacellar Orazem, Roberta
    No arcaz da sacristia do Convento de Santa Teresa da cidade de Salvador (Bahia, Brasil), atual Museu de Arte Sacra, há um conjunto de dezesseis pinturas de pequeno porte, provavelmente, produzidas no primeiro quartel do século XVIII, que representam a vida de Santa Teresa de Ávila (1515-1582). Esta religiosa foi fundadora dos carmelitas descalços na Espanha e vivenciou a Contrarreforma da Igreja Católica (1545-1563). A simbologia barroca predominou em seus escritos autobiográfi cos e em sua hagiografi a post mortem. Para além de uma contextualização histórica, será feita uma identifi cação iconográfi ca das pinturas daquele acervo colonial baiano, com base na biografi a e hagiografi a ofi cial e em gravuras barrocas europeias da Santa carmelita. As temáticas das pinturas do arcaz privilegiam diferentes fases da vida de Santa Teresa de Jesus, representando-a como mística, doutora, ressuscitadora, reformadora do Carmo descalço, e retratando-a ao lado de outros religiosos que foram seus contemporâneos.
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    Profecia, martírio e penitência: as origens da Ordem Terceira do Carmo nas pinturas da capela-mor dos Terceiros carmelitas de Cachoeira, Bahia.
    (2019) Guimarães Santiago, Camila Fernanda
    O objetivo deste texto é realizar uma análise iconográfi ca de seis pinturas que se encontram na capela-mor da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Cachoeira, Bahia, considerando-as como argumentos de um discurso congruente cujo objetivo era defender o pioneirismo dos Terceiros carmelitas em relação às outras associações de leigos do cristianismo. Estima-se que as pinturas foram feitas na segunda metade do século XVIII. O trabalho é estruturado a partir da análise das hagiografi as dos santos representados, bem como das Sagradas Escrituras e, principalmente, da literatura produzida pela Ordem Carmelita nos séculos XVII e XVIII.
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    Entre escrito e visual: trânsito das imagens nas cartas jesuíticas.
    (2019) Monteiro Porto, Maria Emília
    Estudo sobre a tela anônima ¿Morte do Padre Filipe Bourel¿, do século XVIII, hoje pertencente ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Representa sua morte em 1709 no aldeamento indígena do Apodi entre os povos da nação Paiacu. É de tradição jesuítica e inspirada nas informações enviadas a Roma pelo P. Filipe Bourel enquanto missionário nas remotas missões das fronteiras coloniais das Capitanias do Norte. Tratamos da relação entre palavra e imagem. Encontramos no conceito de visualidade a possibilidade de compreender seus trânsitos e repercussões na história, sua historicidade. Considerando que a escrita missionária seria sua primeira condição de visualização, como ela se expressa nos elementos iconológicos? Por meio do contraste entre os discursos queremos alcançar o entendimento do contexto inicial de sua produção, que faz sobressair ao fi m os elos de memória entre a tela e a história local.
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    "Combate aos inimigos da alma": alegorias barrocas nos impressos jesuíticos.
    (2019) Silva Mecenas Santos, Ane Luise
    O presente trabalho tem como objetivo analisar o papel da tipografi a de Miguel Deslandes na difusão da produção jesuítica em Portugal na segunda metade do século XVII. Através da produção de obras que remetem às experiências missionárias dos jesuítas, também é possível entender como a circulação do conhecimento que seus autores sistematizaram e seu potencial público leitor. Através da observação da documentação administrativa, procurou-se analisar os interesses que cercavam a publicação de livros nesse período.
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    Solenização da morte, arquitetura efêmera e cultura emblemática nas exéquias de D. Pedro II de Portugal celebradas em Salvador da Bahia em 1707.
    (2019) de Azambuja Ribeiro, Marília
    A partir de um excurso histórico sobre o processo de solenização da morte por parte da monarquia portuguesa durante a época moderna, este texto se propõe a analisar o contexto de produção do opúsculo publicado em Lisboa em 1709 contendo a relação da cerimônia de exéquias promovida em honra de D. Pedro II de Portugal na capital da Bahia em 1707, bem como examinar o programa discursivo veiculado pelo aparato efêmero construído para esta ocasião.
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    Repertórios circulantes: utilização de modelos iconográficos e difusão de processos criativos nas Minas Gerais setecentistas.
    (2019) Fernandes Bohrer, Alex
    Com o advento da imprensa, temos o primeiro processo de mundialização de informações e a possiblidade da internacionalização de morfologias específi cas e de processos criativos. Tão logo descobertas as lavras auríferas na América Portuguesa, as gravuras foram usadas como modelos iconográfi cos na criação de obras de arte e na catequese. Entender a circulação desses gravados e sua apropriação no Novo Mundo é de fundamental importância. Através desse processo, torna-se possível compreender os modos criativos operantes nas terras recém descobertas e, além disso, realçar a importância dessa globalização imagética, a primeira da História.
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    Modelos iconográficos da deposição de Cristo e das Sibilas nas Minas Gerais do século XVIII: propaganda político-religiosa e persuasão na América Portuguesa.
    (2019) Almeida Orlando Magnani, Maria Cláudia
    Na abóbada da capela-mor da Igreja de Nosso Senhor do Bonfi m, em Diamantina, Minas Gerais, estão representadas a deposição da cruz contornada por quatro sibilas. As profetisas, incorporadas pelo cristianismo desde os primórdios dessa religião, foram amplamente representadas no mundo cristão. O pintor usa a arquitetura fi ngida aprendida supostamente com José Soares de Araújo, bracarense que trouxe para a colônia portuguesa essa técnica refi nada e inspirada no jesuíta Andrea Pozzo. Este trabalho pretende apresentar a identifi cação das gravuras usadas como base para as pinturas da referida abóbada. Para isso utilizo os conceitos de intencionalidade persuasória de Giulio Carlo Argan e das sibilas como propaganda político-religiosa a partir de Aurelio Peretti.
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    As Instruções de Carlo Borromeo e os sacrários eucarísticos integrados a altares-retábulos barrocos fabricados em Minas Gerais.
    (2019) Sant'Anna, Sabrina Mara
    Em 1577, com o intuito de normatizar a arquitetura, a arte, o mobiliário e os utensílios usados nas igrejas de Milão, o bispo Carlo Borromeo publicou o código intitulado Instructionum Fabricae Ecclesiasticae et Supellectilis Ecclesiasticae libri duo. No décimo terceiro capítulo desta obra ele dispôs uma série de diretrizes concernentes à composição artística do tabernáculo eucarístico, dentre as quais se destacam as formas autorizadas para a concepção de seu corpo arquitetônico e os temas iconográfi co mais convenientes para a sua decorosa ornamentação. Esclarece-se que embora o objetivo do bispo de Milão tenha sido localista, as suas Instruções foram sucessivamente publicadas em outros territórios eclesiásticos desde 1588. O estudo de sacrários integrados a altares-retábulos barrocos produzidos por entalhadores lusitanos que atuaram nas Minas Gerais (interior da América Portuguesa) desde as primeiras décadas do setecentos corrobora a hipótese de que o padrão formal e decorativo estabelecido por Borromeo foi assimilado em Portugal e em seus domínios.
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    José Soares de Araújo e Manoel da Costa Ataíde: dois leitores de Andrea Pozzo.
    (2019) Alves Silva, Mateus
    Neste trabalho pretendemos apresentar as relações entre a circulação de métodos e a produção artística por meio da tratadística. Para tanto nos valemos das evidências da circulação do tratado de perspectiva de Andrea Pozzo, Perspectiva Pictorum et Architectorum, publicado em Roma em dois volumes em 1693 e 1700, na pintura de quadratura realizada no território da antiga Capitania das Minas Gerais no fi nal do século XVIII e princípio do século XIX, especifi camente com José Soares de Araújo, na região de Diamantina, e Manoel da Costa Ataíde, em Ouro Preto. Alguns elementos presentes nas pinturas desses dois artistas nos sugerem a assimilação dos preceitos do tratado de Pozzo. Além disso, apresentamos alguns indícios da circulação física do tratado em terras mineiras em diferentes localidades e períodos.
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    Um panorama do Barroco e do Rococó em São Paulo.
    (2019) Rosada, Mateus
    Este texto analisa a arquitetura e ornamentação (azulejaria, pintura e talha) das igrejas urbanas remanescentes do período colonial no Estado de São Paulo (1500-1822). Para isso, ele traça um panorama de seus momentos econômicos e tenta entender como os períodos de maior ou menor riqueza, aliados aos gostos e movimentos artísticos em vigor, infl uenciaram as soluções formais das igrejas paulistas e das artes nelas aplicadas. Se busca destacar as qualidades artísticas dos templos mais tradicionais, com o interesse de entender o resultado das infl uências recebidas e como os padrões de ornamentação se espalharam por toda a região. Pretende-se com isso apresentar artistas e arquitetos que se destacaram no período e contribuir para o conhecimento e preservação dos templos abordados.
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    O Cenário Barroco na Constituição da Paisagem Urbana na América Ibérica: o Protagonismo da Arquitetura Religiosa.
    (2019) Espinha Baeta, Rodrigo
    Seria legítimo declarar a existência de cidades barrocas nos territórios conquistados e ocupados por espanhóis e portugueses nas Américas? Por um lado, como seria possível a urbanística praticada pelo projeto de colonização espanhol ter contribuído para a construção do espaço urbano barroco, já que os conhecidos planos regulares quinhentistas seriam iniciativas que estariam muito apartadas dos princípios essenciais da poética barroca? Por outro lado, como os núcleos urbanos levantados pelos portugueses no Novo Mundo poder-seiam confi gurar como cidades barrocas se seus planos urbanísticos nasceriam de processos espontâneos ou teriam, frequentemente, um desenvolvimento urbano irregular? A grande maioria dos acontecimentos cenográfi cos de tonalidade dramática dispersos pelos assentamentos estaria vinculada à massiva presença da arquitetura religiosa. Seria claramente perceptível como as igrejas, capelas, conventos, mosteiros dominariam a paisagem citadina: tanto no que se refere à sua inserção majestosa no sítio, como em relação à sua expressividade formal.
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    Resumos/Resúmenes/Abstracts.
    (2019) Oliveira, Carla Mary S. (ed.); Cabral Honor, André (ed.)
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    Sobre os autores
    (2019) Oliveira, Carla Mary S. (ed.); Cabral Honor, André (ed.)