Publication: Estas memorias no tienen final: archivo, disidencia y genealogía trans en Pierrot
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Authors
Conesa Cortés, Rosa M.
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Publisher
Universidad Pablo de Olavide
Abstract
El artículo analiza Memorias trans: transexuales – travestís – transformistas (2006) de Antoni Gracia José (Pierrot) como una contranarrativa frente al discurso oficial de la Transición española. La obra se presenta como un testimonio híbrido que combina autobiografía, entrevistas y archivo visual, desbordando las formas tradicionales del género autobiográfico. Desde perspectivas sobre el “archivo de sentimientos” y las genealogías queer, se examina cómo el volumen articula voces trans diversas que subvierten estereotipos estigmatizantes y visibilizan experiencias históricamente silenciadas. Memorias trans recupera testimonios de figuras clave del espectáculo trans durante el tardofranquismo y la democracia incipiente, al tiempo que evidencia las violencias ejercidas por instituciones médicas, religiosas y jurídicas. El texto destaca el espectáculo como espacio de refugio afectivo y resistencia. La autora propone leer la obra como un archivo expandido que mezcla relatos orales, prensa y fotografías para construir una memoria colectiva y afectiva. En su dimensión política, el volumen apuesta por enlazar generaciones pasadas y presentes, proyectando un horizonte utópico para las disidencias sexuales y de género. La insistencia en que “estas memorias no tienen final” reafirma su carácter abierto, coral y transformador, invitando a prolongar la genealogía trans más allá de sus páginas.
The article analyses Memorias trans: transexuales - travestís - transformistas (2006) by Antoni Gracia José (Pierrot) as a counter-narrative to the official discourse of the Spanish Transition. The work is presented as a hybrid testimony that combines autobiography, interviews and visual archive, overflowing the traditional forms of the autobiographical genre. From perspectives on the ‘archive of feelings’ and queer genealogies, it examines how the volume articulates diverse trans voices that subvert stigmatizing stereotypes and make historically silenced experiences visible. Memorias trans recovers testimonies of key figures in trans performance during the late Franco and incipient democracy, while at the same time highlighting the violence exercised by medical, religious and legal institutions. The text highlights the spectacle as a space of affective refuge and resistance. The author proposes to read the work as an expanded archive that mixes oral accounts, press and photographs to construct a collective and affective memory. In its political dimension, the volume aims to link past and present generations, projecting a utopian horizon for sexual and gender dissidence. The insistence that ‘these memories have no end’ reaffirms their open, choral and transformative character, inviting us to extend the trans genealogy beyond their pages.
O artigo analisa Memorias trans: transexuales - travestís - transformistas (2006) de Antoni Gracia José (Pierrot) como uma contra-narrativa ao discurso oficial da Transição Espanhola. A obra é apresentada como um testemunho híbrido que combina autobiografia, entrevistas e arquivo visual, transbordando as formas tradicionais do género autobiográfico. A partir de perspectivas sobre o “arquivo de sentimentos” e as genealogias queer, examina-se como o volume articula diversas vozes trans que subvertem estereótipos estigmatizantes e tornam visíveis experiências historicamente silenciadas. Memorias trans recupera testemunhos de figuras-chave da performance trans durante o final do período franquista e a incipiente democracia, ao mesmo tempo que destaca a violência exercida por instituições médicas, religiosas e jurídicas. O texto destaca o espetáculo como um espaço de refúgio afetivo e de resistência. O autor propõe a leitura da obra como um arquivo expandido que mistura relatos orais, imprensa e fotografias para construir uma memória colectiva e afectiva. Na sua dimensão política, o volume pretende ligar gerações passadas e presentes, projectando um horizonte utópico para a dissidência sexual e de género. A insistência em que “estas memórias não têm fim” reafirma o seu carácter aberto, coral e transformador, convidando-nos a estender a genealogia trans para além das suas páginas.
The article analyses Memorias trans: transexuales - travestís - transformistas (2006) by Antoni Gracia José (Pierrot) as a counter-narrative to the official discourse of the Spanish Transition. The work is presented as a hybrid testimony that combines autobiography, interviews and visual archive, overflowing the traditional forms of the autobiographical genre. From perspectives on the ‘archive of feelings’ and queer genealogies, it examines how the volume articulates diverse trans voices that subvert stigmatizing stereotypes and make historically silenced experiences visible. Memorias trans recovers testimonies of key figures in trans performance during the late Franco and incipient democracy, while at the same time highlighting the violence exercised by medical, religious and legal institutions. The text highlights the spectacle as a space of affective refuge and resistance. The author proposes to read the work as an expanded archive that mixes oral accounts, press and photographs to construct a collective and affective memory. In its political dimension, the volume aims to link past and present generations, projecting a utopian horizon for sexual and gender dissidence. The insistence that ‘these memories have no end’ reaffirms their open, choral and transformative character, inviting us to extend the trans genealogy beyond their pages.
O artigo analisa Memorias trans: transexuales - travestís - transformistas (2006) de Antoni Gracia José (Pierrot) como uma contra-narrativa ao discurso oficial da Transição Espanhola. A obra é apresentada como um testemunho híbrido que combina autobiografia, entrevistas e arquivo visual, transbordando as formas tradicionais do género autobiográfico. A partir de perspectivas sobre o “arquivo de sentimentos” e as genealogias queer, examina-se como o volume articula diversas vozes trans que subvertem estereótipos estigmatizantes e tornam visíveis experiências historicamente silenciadas. Memorias trans recupera testemunhos de figuras-chave da performance trans durante o final do período franquista e a incipiente democracia, ao mesmo tempo que destaca a violência exercida por instituições médicas, religiosas e jurídicas. O texto destaca o espetáculo como um espaço de refúgio afetivo e de resistência. O autor propõe a leitura da obra como um arquivo expandido que mistura relatos orais, imprensa e fotografias para construir uma memória colectiva e afectiva. Na sua dimensão política, o volume pretende ligar gerações passadas e presentes, projectando um horizonte utópico para a dissidência sexual e de género. A insistência em que “estas memórias não têm fim” reafirma o seu carácter aberto, coral e transformador, convidando-nos a estender a genealogia trans para além das suas páginas.
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Bibliographic reference
RELIES: Revista del Laboratorio Iberoamericano para el Estudio Sociohistórico de las Sexualidades, ISSN-e 2659-8620, Nº. 14, 2025 (Ejemplar dedicado a: RELIES. Revista del Laboratorio Iberoamericano para el Estudio Sociohistórico de las Sexualidades)




